Os videogames no Brasil sempre foram associados a brinquedos de crianças privilegiadas, pois por conta da tecnologia e do processo de comercialização, não era qualquer um que podia ter. Sem contar que os pais ainda faziam um esforço para realizar o desejo dos seus filhos, juntando dinheiro para comprar o tão desejado console em épocas oportunas como aniversário ou Natal.
Aquelas crianças que um dia foram eu, você, e o rapaz aqui do lado, cuja infância teve a influência de um Atari, NES ou Master System, hoje são adultos que sentem no bolso o peso de manter este divertido hobby. Além disso, a internet abriu nossos olhos para a compreensão do mercado, onde nos fóruns as pessoas trocam idéias dos melhores lugares para comprar e descobrem que, dadas as devidas proporções, em outros países um jogo custa 50 dinheiros, enquanto que aqui fica por volta de 200, cerca de 4 vezes mais caro. E isto acontece por diversos fatores, principalmente a alta carga tributária recebida por produtos importados desta categoria.
Os preços abusivos foram o estopim que mobilizou diversas manifestações que nunca davam em nada, mas ao que parece, a boa organização e iniciativa do projeto Jogo Justo poderá finalmente tornar toda a parafernalha de consoles, acessórios e jogos, produtos acessíveis ao consumidor. O projeto também apresenta argumentos referentes as vantagens que seria a redução de impostos, afinal as pessoas comprariam mais produtos oficiais e movimentaria esta indústria que tem tudo para crescer no Brasil.
Abaixo, o vídeo com a primeira parte da coletiva de imprensa Jogo Justo. As outras partes podem ser conferidas na íntegra no site do projeto
A Webcore Games apóia o Jogo Justo e acredita que teremos uma nova realidade mais promissora e acessível no mercado dos games.