http://tryruby.hobix.com/
Algum intusiasta de Ruby fez este site. Ele é interessante pela interface dele, de como as coisas funcionam.
Mesmo para quem não é programador vale a visita!
Vetorizador da Standford University online.
Muito bom e prático, vetoriza com precisão bitmaps de logos de empresa, etc…
http://vectormagic.stanford.edu

Reescrevendo a História.
Em 1991 o mundo viu o fim da Guerra Fria. A extinta União Soviética se desfazia e o capitalismo se consolidava. Mas, e se a União Soviética não tivesse acabado? E, se além disso, ela tivesse atacado o território dos Estados Unidos.
Difícil de imaginar? Pois é. Acontece que o pessoal da Massive Entertainment não só imaginou como trouxe para gente o resultado: World in Conflict.
A Guerra
O jogo começa justamente quando os soldados soviéticos, escondidos em navios cargueiros, chegam a costa leste dos Estados Unidos, e, com muitos tanques e helicópteros, começam a tomar a cidade de Seattle.
A maioria dos soldados americanos está em território estrangeiro, esperando ser atacados na Europa, portanto em Seattle, estão poucos soldados. Alguns que estavam de férias, se juntaram para tentar evacuar a cidade, sem muitas perdas. Não há muita escolha: recuar é a única opção.
No jogo, você controla um tenente do exército americano que, recebendo ordens do coronel, começa a ajudar outros soldados a fugir. Muitos deles estão presos em alguma parte da cidade. Alguns outros tentam, inutilmente, segurar os soviéticos nas docas. Depois dessa primeira missão, os americanos começam a recuar, cada vez mais para o sul dos Estados Unidos na tentativa de ganhar tempo para que o armamento pesado volte ao país.
Mas o que realmente faz deste jogo um grande título não é a bela história. É sua incrível mecânica.
War Machine
Vou tentar explicar. World In Conflict é um RTS (Real-time Strategy).Você talvez se lembre de jogos como Warcraft, Starcraft, Command & Conquer e outros tantos parecidos. Mas, lembra principalmente quando você ficava dez minutos cortando madeira, buscando ouro, refinando tiberium apenas para fazer a primeira unidade de combate, e, finalmente, ter um pouco de ação?
Pois é, isso não existe em World in Conflict. Não há recursos, não há o que recolher, não há perda de tempo. Você apenas tem que chamar as unidades com dois tipos de pontos: TA e CP. CP são os Command Points. Você tem um número fixo e, com eles, você chama suas unidades em um menu, e, em vinte segundos, elas chegam. Se você perde uma unidade, os pontos que você gastou nela voltam para você, e você chama mais unidades. Isso cria uma agilidade incrível ao jogo. Você perde uma unidade, mas vinte segundos depois já tem outra. TA são os Tactical Aids points . Você os ganha tendo um bom rendimento durante o jogo. Com eles, você chama ajuda e eles bombardeiam, de inúmeras formas, uma aérea do mapa. É possível até chamar uma bomba atômica.
Uma Guerra Maior
O grande lance de World in Conflict é ser multiplayer. Ele é tão divertido quanto inovador. Para começar, você joga com pessoas de todo mundo através do MassGate , portal criado para jogos online da Massive. Com ele, você encontra os servidores, conversa com outras pessoas e, o que é mais interessante, vê suas estatísticas. Mas não são estatísticas banais. Há um quadro de medalhas, que, dependendo dos seus atos dentro do jogo, possibilita que você ganhe. Há também um sistema de ranking baseado em pontuação. Quanto mais pontos você tem, mais patentes você ganha, patentes essas como as do exército.
Os jogos online dividem-se de três formas: dominação, braço de ferro e ataque. No modo dominação, em cada mapa, há algumas aéreas representadas por círculos. Quando você toma os círculos que representam uma área (geralmente dois ou três) o seu país ganha aquela área, e, quem a tomou, ganha pontos. Ganha o jogo o time que tomar, por mais tempo, durante vinte minutos, mais áreas. Você também ganha pontos quando destrói unidades inimigas. Todavia, já presenciei inúmeras vezes um lado perder mesmo com muito mais pontos que o outro. Como? Simples. World In Conflict, pelas palavras do próprio pessoal da Massive Entertainment, é um jogo no estilo papel e tesoura cooperativo. Cada unidade é muito forte contra um tipo de unidade, e muito fraca perante outra. É impossível ganhar o jogo sozinho, ou se todos do seu time forem apenas de uma classe. Precisa existir um equilíbrio entre todos os tipos, caso contrário você perde. E além disso, todos devem ter o mesmo objetivo.
No modo braço de ferro, os dois lados tem que disputar um cordão que fica sempre no meio do mapa. Quando um lado ganha esse cordão, ele avança para tomar outro cordão, que fica mais a frente. É complicado, mas igualmente divertido.
E, no modo Ataque, o jogo tem dois turnos de dez minutos. O time atacante precisa dominar uma área de cada vez, enquanto o outro defende. Depois, trocan-se os lados e recomeça tudo. Esse modo é interesse devido a alta concentração de unidades na mesma área. São todos os jogadores na mesma área do mapa.
Unidades
Escolhendo infantaria, você comandará soldados a pé, snipers e caminhões sem armas para levar seus soldados. A infantaria têm, como ponto forte, a habilidade de entrar dentro de prédios. Quando você quer guardar um ponto estratégico, é só colocar seus soldados dentro destes prédios que eles são capazes até de derrubar tanques. Há também as unidades aéreas. Existem alguns tipos diferentes de helicópteros que podem atacar unidades também aéreas e principalmente tanques no chão. Caso você escolha os tanques, você terá a maior resistência de todas. Ideal para fortificar os pontos estratégicos. Porém os tanques são furados como se fossem papel perante um helicóptero. E, por último, há o suporte. Enormes caminhões que ficam sempre na retaguarda mandando nuvens e nuvens de mísseis em qualquer lugar do mapa. Eles podem também chamar unidades anti-aéreas, o terror dos helicópteros.
Há também o outro tipo de jogo, que é dividido em duas fases de dez minutos. Você tem dez minutos para atacar uma base ou cidade, tomando sempre pontos estratégicos pré-definidos, um depois do outro. Dez minutos depois, trocam-se os lados. Quem tomar todos os pontos estratégicos em menos tempo ganha.
Devido à intensidade de cooperação, o pessoal da Massive Entertainment fez suporte a VOIP. Ou seja, com um microfone, você pode conversar com seus amigos para tomar decisões e pedir ajuda. É extremamente necessário que isso seja feito pois, como já citei, não dá para jogar esse jogo sozinho.
Opinião do Colunista.
O único problema de tudo isso, é que, por enquanto, não há servidores brasileiros. Então quem não arrisca no inglês, fica para trás. Mas mesmo para aqueles que são falantes nativos, os americanos, em geral, não são tão ligados à cooperação. Eles só pensam em pontuar para ficar bem no ranking, e por isso, se esquecem do básico. Muitas vezes já vi o primeiro lugar do time derrotado ser o melhor de toda a partida. Há também alguns servidores privados de um só clan. Então, quando o time está online, eles ficam todos em um lado, e o outro, sempre com vários iniciantes, perde em quatro ou cinco minutos.
Fatou também uma campanha soviética. Você joga apenas com os americanos, e, depois de um certo tempo, se cansa. No entanto, na minha visão, o grande lance é mesmo o jogo ser multiplayer. Se fosse apenas com a opção single, dificilmente teria comprado este jogo.
Eu, que adoro shooter, acredito que este é o “FPS” dos “RTS”. Tudo é tão intenso, tão rápido, tão empolgante que faz com que você se sinta uma pequena parte de uma grande guerra. Geralmente o time se divide nas diversas áreas do mapa. Então quase sempre fico de um lado do mapa lutando, sem sequer tentar ajudar o outro lado, pois se torna impossível.
É, com certeza, um must-have para aqueles que gostam de RTS, e, para aqueles que querem uma experiência multiplayer satisfatória, vale a pena dar uma conferida.
Competições
Para aqueles que gostam de competições, graças à distribuidora Sierra, World in conflict já está sendo jogado na CPL World Tour. CPL (Cyberathlete professional league) é como se fosse as olimpíadas dos games. A CPL World Tour representa campeonatos menores, mas que acontecem em todas as partes do mundo. Logo, o que se espera é que outros campeonatos grandes também usem este jogo, e até campeonatos menores aqui do Brasil, promovidos por lan houses, apesar de, a meu ver, não existir muita gente entusiasmada e com o intuito de levar a sério este jogo. Para falar a verdade, no Brasil, poucas pessoas levam RTS a sério.
Parte Técnica
O jogo é extremamente detalhado. O sistema de partícula cria nuvens de poeira que são incríveis, lightbeans dinâmicos e estilhaços de explosões reais. As texturas são extremamente reais. Há diversas cutscenes em que se pode ver o realismo das explosões e verdadeiras sequências de guerra, que parecem até filme. Porém, para rodar o jogo com toda sua capacidade, seria necessário, ao mínimo uma GF8600. Eu tenho uma GF8500GT de 512mb e rodo o jogo no High, mas quando há, por exemplo, uma explosão atômica, o FPS cai drasticamente. Por outro lado, o menu de opções te deixa escolher diversas configurações diferentes. E, para testá-las, há um benchmark próprio que te dá a pontuação do seu PC. No multiplayer, o problema nem é tanto o FPS, e sim a latência, que chega a mais de 100ms.
Entre outros detalhes técnicos, eu gostaria de ressaltar, novamente, como fiz em BioShock, a questão do Som. As explosões, tiros, são fascinantes. Mas o Voice Acting desse jogo tem um detalhe: o narrador. O pessoal da Massive Enternaiment contratou o ator Alec Baldwin para ser o narrador . Além de ter “caído como uma luva”, mostra que as empresas de games estão também investindo cada vez mais em nomes grandes para alavancar as vendas.
A Guerra no Brasil
Por último, gostaria de citar que este jogo pode ser o começo de uma nova fase para o Brasil. Ele chegou aqui, apenas dez dias depois do lançamento internacional, com manual traduzido, por apenas R$59,90. Quando vi este preço, pensei que seria um jogo pequeno de uma empresa pequena. Mas me enganei tremendamente. Espero que a intensão da Sierra seja de fazer isso sempre. E, se ela fizer, provavelmente outras distribuidoras também farão. Convenhamos que, por aproximadamente 60 reais, um jogo desta qualidade, multiplayer com todo esse suporte, vale a pena.
Até a próxima
Espero, com essa edição da coluna, não apenas falar deste jogo, mas também convocar todos que gostaram a criar uma comunidade brasileira dele. Estou aberto a contatos pelo email e pelo PVT aqui da Gamecultura, para todo mundo se encontrar e jogar um pouco dele em rede, ou então, aqueles que realmente se empolgarem, criar um clan só de brasileiros.
Pessoal, mês que vêm, se tudo der certo, vou falar de mais um shooter: Clive Barker’s Jericho. Abraços e até lá!