Após participar do BR Games, programa do ministério da Cultura que oferece financiamento aos melhores projetos de jogos do Brasil, a Webcore está de malas prontas para participar do evento Game Connection 2010, que será realizado entre os dias 08 e 10 de março, em São Francisco, na Califórnia.
Atento às oportunidades no mercado de games, Fernando Chamis, CEO da Webcore, irá apresentar aos investidores o jogo Chameleon Puzzle Runners, um dos vencedores do BR Games 2009. “O jogo ainda está em fase de desenvolvimento, mas teve uma repercussão muito boa entre as pessoas que o conheceram e o julgaram criativo e diferenciado. Estamos muito confiantes no nosso projeto”, afirma Chamis.
Neste ano, 22 empresas brasileiras irão para participar desta edição, que acontece paralelamente ao Game Developers Conference, principal encontro sobre desenvolvimento de jogos do mundo. A seleção das empresas brasileiras foi organizada pela Softex e pela Apex Brasil, com o apoio da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames).
Durante o evento as empresas terão a oportunidade conhecer potenciais parceiros, apresentar seus projetos e se atualizar em relação às principais tendências do mercado. “Temos a expectativa de conhecer novos projetos e pessoas, além de aproveitar esta oportunidade de apresentar nosso trabalho para investidores internacionais”, conclui.
Time explorer é um joguinho disponível no site do museu britânico, onde voce resolve simples puzzles nos cenários dos Astecas, China imperial, Roma e o Antigo Egito.
Criado pela agência GR/DD, o jogo é simples, bonito e pode ser jogado sem cadastro.
Recomendo =]
Muito interessante este “filme interativo” seguindo de um jogo no iPhone. Além de me atrair por uns 15 minutos, me deixou com vontade de comprar o game na Apple Store (somente na americana).
Funciona assim, você joga o game interativo, que na verdade é um filme com várias interações bem legais e depois continua no iPhone. Não vou contar mais para não perder a graça!
Jogue em http://www.bankrungame.com/ (by adverblog)
Inspiradora palestra do Jesse Schell sobre as mais recentes tecnologias e a nossa relação com elas. Vale muito a pena assistir!
Uma recente pesquisa realizada no mercado dos EUA e Reino Unido ajudou a traçar o perfil das pessoas que jogam social games, sobretudo os jogos de Facebook (83% do total) que eu, você e os trabalhadores costumamos jogar na hora do almoço, como Farmville e Mafia Wars. O gráfico acima mostra que a maioria dos jogadores pertence a faixa etária correspondente de 30-39 anos, seguida de perto pela faixa dos 40-49, resultado que ainda surpreende bastante marqueteiros.
Promovida pela PopCap Games, a pesquisa nomeada 2010 Social Gaming Research ainda mostra que as mulheres são ligeiramente a maioria e um terço do público entrevistado joga pelo menos 30 minutos diariamente. Os social gamers estão mais interessados em se relacionar com os amigos e a princípio não estão dispostos a pagarem para ter acesso a qualquer aplicativo, apesar disso se tornaram um dos principais target
Uma das coisas legais de trabalhar com advergames é pesquisar referências. E no meio de um dos projetos encontrei este jogo da Marvel que felizmente acaba rápido, afinal estes no estilo tower defense são viciantes.
Em Stark Tower Defense, o objetivo é “plantar” diferentes armas no topo dos prédios, cada arma sendo representada por um herói conhecido, como Homem Aranha, Thor e outros. São cinco armas diferentes que podem ser melhoradas durante a partida, tudo para dificultar a vida das tropas inimigas que seguem pelas ruas na direção da Stark Tower com a intenção de explodir tudo. O level design foi bem calculado, pois a sensação é que você sempre tem dinheiro, mas somente para fazer o necessário e manter a ordem até a próxima leva de inimigos. Então monte sua defesa no site do Cartoon e se prepare para a batalha!
A notícia já não é inédita, mas vale a pena lembrar: dia 5 de março está previsto nos cinemas do Reino Unido a estréia de Exit Through the Gift Shop. O filme tem como a grande “estrela”, o grafiteiro Banksy, famoso por seus stencils carregados de críticas sociais e aversões dos comportamentos atuais.
O filme já teve passagem no SundanceFestival 2010 no final de janeiro, e agora só nos resta esperar pra ver quando ele pode aparecer por aqui =].
É doido pra caramba e parecido com videogame, a diferença é que você só tem uma vida.
Senti-me extremamente incomodado ao jogar pela primeira vez Call of Duty 4: Modern Warfare na semana passada.
Não pretendo neste post discutir a qualidade do jogo em si, mas sim qual o seu propósito no mundo atual – ou melhor, moderno. Não digo que o que escrevo abaixo foi intencional por parte dos desenvolvedores, mas acredito piamente que a mensagem passada pelo jogo é algo bem próximo do que senti. E provavelmente muita gente nem pensou a respeito, o que é ainda mais perigoso e comprova minha teoria.
Fato é que, após ver tanto debate sobre a tal fase terrorista de MW2, resolvi jogar o primeiro que nunca havia experimentado ainda. Na verdade, nem gosto tanto assim de FPSs mesmo, pois, como disseram no blog destructoid, não me interesso pelo tema “cara normal com armas enfrenta outros caras normais com armas” em videogames.
Bom, não sei quanto a vocês, mas logo nos primeiros instantes, nas primeiras fases, já comecei a me sentir mal, e gostaria de compartilhar estes sentimentos. Por isso, já aviso:
Passei a fase de treinamento meio que correndo e inclusive até brincando de pular feito um macaco na frente do meu capitão, mas assim que começou a primeira fase (chamada “Crew Expendable”, ou “Tripulação Descartável”), na qual invadimos um navio russo, fiquei assustado com a frieza com que tudo é retratado: nós todos matamos à queima-roupa soldados que estavam apenas dormindo! O motivo disso tudo? Supostamente carregavam arsenal nuclear e inteligência a respeito de um revolucionário árabe (chamado no jogo de ultranacionalista). Logo em seguida, sou bombardeado com cenas que mostram um Oriente Médio completamente absurdo e estereotipado, literalmente com um tiroteio a cada esquina e militares vidrados, que matam um presidente eleito “por direito”, o que, é claro, é justificativa mais do que suficiente para os EUA e a Inglaterra enviarem dezenas de milhares de soldados para matar e morrer.
No restante do jogo, não há mais nenhuma justificativa ou explicação para nenhuma das cenas de atrocidade. Você é um soldado, você recebeu ordens e você vai cumpri-las. Simples assim. Não seria isso um pseudo-conformismo com relação à situação atual do Oriente Médio? Não é bom para os americanos realmente não pensarem muito sobre tudo o que acontece por lá? Por que em nenhum momento o jogo diz que os EUA têm interesse no petróleo e na economia baseada em guerra e belicismo, que tem como maior fonte de renda exatamente esta região do globo?
O tal comandante ultranacionalista é uma clara alusão ao Osama Bin-Laden, e sua aparição (burra) ao final do jogo, esperando apenas levar o tiro nas costas vindo de um soldado anônimo, mesmo que britânico, deve ser o “sonho molhado” de muitos republicanos.
Convenientemente, você joga ao lado do serviço secreto inglês (o SAS, do qual Liquid Snake também fez parte =P) e dos Marines americanos, os famosos pau-pra-toda-obra. Seus personagens, contudo, assim como os membros de seu batalhão, são completamente desprovidos de qualquer personalidade. Isso também não pode ser um indício da pasteurização com a qual o exército imbui seus soldados – o que inclui a raspagem do cabelo e barba, a ponto de fazê-los não se importarem sobre quem vive e quem morre no campo? Se houvesse algumas cenas além das de guerra, na qual os soldados mostrassem um pouco mais de seus gostos, opiniões, com certeza o jogo tomaria um rumo bem diferente. Talvez você se importasse com os soldados, suas perdas ficassem mais significativas. Os jogadores se questionariam se a “guerra contra o terror” realmente vale o que dizem. Não acredito que foi sem razão o fato de todos serem apenas “bots” lutando ao seu lado.
Por que a cada instante eu tenho que ser lembrado que um F-22 custa mais de U$ 150 milhões? Para que todos entendam pra onde vai o dinheiro dos impostos? Para que os soldados entendam porque é mais importante proteger um tanque do que sua própria vida?
Mas a cena que mais me deu calafrios foi a que me deixou no controle de um bombardeiro. Ver aquela cidade em miniatura, táo distante, pronta para explodir apenas com o meu desejo e um apertar de botão. O que me deu medo não foi o fato de EU poder fazer isso, desintegrar algumas dezenas de vidas em um instante. E sim que provavelmente agora, neste intante, tem alguém fazendo isso. E com os comentários sarcásticos de seus companheiros, como “Ka-boom!” e “Good Kill” sendo repetidos em sua orelha e sendo motivo de piada no jantar. “Viu aqueles três russos tentando pular o muro? Haha, esperei com que eles achassem que estava seguro e aí explodi um por um!”.
Aliás, cada pessoa executada friamente por você – ou seja, quando não está no meio do tiroteio desenfreado – é rapidamente amenizado por uma piadinha de um de seus companheiros. “Tango down”, “Keep quiet”.
Enfim, o exército é claramente apresentado como uma força a ser reconhecida e admirada, nobre, honesta e verdadeira, agindo apenas por causas justas. A mim, parece um oportunidade perdida de discutir a guerra, seja isso calculado ou não – afinal, Modern Warfare 2 já é um dos jogos mais vendidos da história. Quem pensa apenas “é só um jogo de tiro” está completamente desligado da atualidade, pois o videogame provavelmente é a mais poderosa forma de comunicação e entretenimento entre os jovens – exatamente os jovens que vão para os campos de guerra. Não acredito que seja apenas coincidência.
Caso ainda duvidem, o próprio exército norte-americano já disse que jogadores de FPS são de 10 a 20% mais eficientes em guerra, ou, nas palavras dele, em “combate ao terror” do que os não-gamers.
E vocês? O que acham?
Blogcore is proudly powered by Wordpress | HXTML | CSS | Original Theme developed by George Lobo @ Webcore Studios! :D | Copyright 2008, SP Brasil